Foi muito bacana reviver os tempos de viagens em grupo e isso abriu uma porta para, alguns anos depois, aceitar o convite de cantar com o grupo provisoriamente, e, mais tarde, de forma constante.
Num dos dias da viagem, vi uma cena que me fez pensar em como seria a vida de pessoas que vivem às margens de estradas, só testemunhando as viagens alheias, sem nunca sair de seu lugar...
* * *
Eles passam rápido, sem me ver
Alheios à mim, às árvores, aos montes,
Ao capim que se inclina com o impulso da velocidade.
Minha vida é aqui, é vê-los passar
Enquanto eu, no acostamento,
Vou seguindo minhas distancias tão curtas.
Eles não... eles seguem pra longe!
São longos percursos
Por quilômetros que nunca andei.
Destinos que não conheço,
Pressa que não entendo.
O tempo não é como nós:
Não anda nem mais rápido
Nem mais devagar
Só continua seu passo contínuo
Sem parar nunca
Sem se apressar nunca
Até desaparecer
E nós com ele...
5/julho/02
1 comentários:
Fala sério: cantora excepcional; mãe coruja; professora fora de série...
Agora, poetiza...
Brincadeira! É muito talento!!! (rsrsrs)
Parabéns, Regina.
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