segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Silêncio dos Não-Inocentes

Outro dia escrevi um texto sobre a paz, comparando uma composição de João Alexandre a uma canção interpretada pela banda O Rappa. Na análise das canções, é possível perceber dois autores em busca de uma paz que não seja sinônimo de acomodação, que não ignore o sofrimento alheio nem a violência do entorno. Pra quem quiser ler na íntegra, está no É o Que Há, (http://eoqha.net/2008/cristianismo/reflexoes/a-paz-que-voce-quer/).
Quase um mês depois de escrever o texto, li hoje a seguinte frase de Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.” Sintética e contundente, a afirmação demonstra que quarenta anos atrás, já havia acomodação e falta de envolvimento dos cidadãos de bem. Será este o silêncio dos inocentes? Ou será que, ao se calarem, os inocentes deixam de sê-lo e assumem a culpa da cumplicidade?